Mostrando postagens com marcador AMOR. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador AMOR. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 21 de julho de 2017

AMOR- final


Almoço

Ficaram em silêncio durante todo o almoço, ela bem que tentou falar no início, mas o que ele mais queria era ficar calado. Ficaram, portanto, ambos. Nunca imaginara que seria assim, mas também não poderia ter sido melhor. O silêncio - era impressionante como dizia.
Permaneceram olhando nos olhos do outro, e descobriram tantas coisas. Por diversas vezes riram, era como se fossem próximos, muito próximos há muito tempo.
Havia cumplicidade entre eles, respeito e... amor. Sim, eles se amavam se amavam como Romeu e Julieta, como o Sol e a Lua, como o Céu e o Mar. Um amor puro e verdadeiro, mas difícil, muito difícil. Em verdade, o amor em si não era difícil, era muito simples de fato, o que o dificultava eram as circunstâncias e os preconceitos típicos do ser humano.
O homem é um bicho engraçado – passa a vida toda procurando por algo e quando encontra coloca um monte obstáculos.  Ela esperava por ele desde muito nova, talvez desde outras vidas. Ele sabia, não com a mesma convicção dela, mas sabia que iria encontrar alguém. E então finalmente se encontraram. E agora José?

Desfecho

José talvez não soubesse nem eles sabiam. No início, quase estragaram tudo, como muitos fazem, mas talvez já houvessem errado demais e resolveram acertar agora.
Encontraram-se mais vezes, os primeiros almoços foram perfeitos, depois a fala entrou e estragou. Não se viam mais. Falaram umas duas vezes por telefone em um mês, mas não aguentaram ficar afastados por muito tempo, se viram e se amaram. Prometeram que não estragariam tudo por orgulho e preconceito, prometeram valorizar apenas o lado bom do outro, afinal eles se faziam tão felizes.

 E assim, termina o começo da história deles.

Fim.

BCC

sábado, 15 de julho de 2017

AMOR -III


Expectativa

Se arrumou e saiu. Hoje ninguém havia ligado, quer dizer ninguém sem importância. Porque ele, ele era diferente e sim, era especial. Almoçariam amanhã, ela não conseguia parar de pensar nisso. Estava tão ansiosa e tão feliz. Nada nem ninguém tirariam isso dela. Foi para a rua.
Ficou uma hora até que aparecesse um cara. Era grosseiro e estúpido, mas tinha dinheiro, bastante dinheiro. Ficaram juntos duas horas, ele aproveitou tudo o que podia. Ao menos lhe havia pagado bem.
 Estava cansada, esgotada, mas feliz – agora só tinha que dormir e esperar o amanhã chegar. Ah! Como queria que o amanhã chegasse logo. Foi para casa.

Hoje

Acordou quinze para as dez, tomou banho e se arrumou. Antes de ficar pronta, porém, provou dezenas de roupas, finalmente escolheu uma, seu coração já batia tão forte que estava com medo de perdê-lo. Saiu.
No caminho, ficou repassando todos os momentos desde que se conheceram. Pensava também o que falaria. Ah! Como estava ansiosa.
Chegou.
Entrou no pequeno restaurante, era aconchegante. Sentiu-se um pouco mais calma, passou os olhos rapidamente em todas as mesas. Não, ele ainda não havia chegado, mas chegaria, sim? Pela primeira vez a dúvida assolou-lhe a mente. Sentou-se em uma mesa no canto, esperaria por ele até seu coração mandar.
Não se passaram mais do que dez minutos e seu príncipe apareceu na porta. Assim como ela fizera, procurou por todas as mesas até encontrá-la. Estava tão nervoso quanto ela, mas escondia melhor seus sentimentos.
- Desculpe-me pelo atraso. Estava me esperando por muito tempo?
A vida toda, pensou em dizer, mas logo voltou para realidade.
- Não, não. Na verdade, eu que cheguei mais cedo, você não está atrasado.
Cumprimentou-a beijando sua face e depois se sentou.
- Já sabe o que vai pedir?
- Estou em dúvida entre o molho branco e o verde.
- O verde é o meu preferido, podemos dividir. O que acha?
- Sim, claro!

- Ok! Garçom?!

Continua...

quinta-feira, 6 de julho de 2017

AMOR - II


Son(h)o
Olhou o relógio, pelo horário ainda poderia trabalhar mais. Levantou, checou o dinheiro, ele havia sido generoso. Decidiu que tiraria a noite para dormir, ou pelo menos tentar. Trancou a porta, vestiu a camisola e pulou na cama.
Os olhos dele não lhe saiam da cabeça, por mais que só os tivesse visto por uma fração de segundos, mas... Ah! Ele era especial, era sim! Não sabia se acreditava nisso, mas não podia não o fazer. Fechou os olhos, começou a sonhar ainda acordada. E se ele realmente fosse o..., nunca agiria assim, ou agiria? Iria deixar as dúvidas de lado, agora só queria sonhar.

Dura realidade
O dia já havia amanhecido e anoitecido e a imagem dele não lhe saía da mente. Mas logo iria. Já era hora de ir para o quarto, o cliente estava próximo de chegar.
Esperou cerca de quinze minutos até que um homem gordo e fedido entrou no quarto, estava com um terno todo suado. Seu rosto estava vermelho e dele pingavam gotas de suor, por um momento ela achou que vomitaria.
O homem tirou a camisa e disse que gostaria de uma massagem, ela fez tentando não sentir seu mau cheiro. Em seguida, o gordo tirou a calça e a puxou para seu colo, começou a beijá-la por todo corpo e finalmente...  Ao contrário dele, o homem não parava de falar, gemer, grunhir. Ela já não aguentava mais, ficou naquele pesadelo durante cerca de uma hora. O gordo nem para deixar um agradinho a mais. Odiava esse tipo. Pelo dinheiro, teria que pegar mais um, mas antes um banho – estava tão enojada.
Depois estava mais relaxada que até pensou em desistir, mas bateram na porta. Era o Zé Buta, ou ela arranjava mais um ou passava o quarto. Droga! Alguém lhe havia dedurado. Disse que já sairia e saiu. Foi para a rua arranjar outro. Que podia fazer? Precisava do dinheiro.

Telefonema
Eram cinco horas da manhã quando finalmente pôde dormir. Estava esgotada, a noite havia sido... Bem, ela preferia não se lembrar. Eram sete e meia quando o telefone tocou. Ela não iria atender. Jurava por Deus que não iria atender.
- Alô?
O silêncio pairava do outro lado. Ham! Mas é claro, era ele, só poderia ser... O silêncio.
- É você?!  Não é? Eu sei que é você! Olha não desliga, por favor... diz alguma coisa ou não diz. Só fica comigo, por favor.
Silêncio.
- Fica comigo até eu adormecer...
Novamente o silêncio.
Ela deitou, colocou o telefone na cama ao lado de seu travesseiro e dormiu, com ele, em silêncio.

Despertar
- Almoça comigo amanhã?

Continua...


quarta-feira, 28 de junho de 2017

AMOR - I

Amor

Ela estava deitada na cama com os braços sobre o tronco, mãos juntas. Dormia, dormia em um sono profundo tal qual uma princesa adormecida.

Ele não pôde resistir, beijou-a. Em poucos segundos, ela abriu os olhos. Pronto, agora o mundo já poderia acabar tinham conhecido o que muitos levam a vida toda sem encontrar. Conheceram o amor, o puro e verdadeiro amor. Como nos contos de fada, se apaixonaram à primeira vista - era como se eles fossem feitos um para o outro, como se o autor da história tivesse escrito o príncipe para a princesa. Se completavam, se amavam. Sim, o mundo poderia acabar para eles. E era melhor que tivesse acabado mesmo.

Realidade

- Desculpa... Eu estava cansada e acabei adormecendo.
- Tudo bem.
Ela logo sentiu que ele era diferente e queria acreditar nisso. Ele não.
Tirou a roupa e deitou. Ela que estava só de camisola, também se despiu. Não era como das outras vezes, ela sabia que tinha algo diferente, algo especial.
Ele, sempre na dele, esperou alguns minutos calado. Ela também não ousou falar. O silêncio que no início fora reconfortante agora estava assustador. Ele chegou perto dela, beijou seus cabelos, seu pescoço, em segundos já estava dentro dela.
Ela, que não tinha tido coragem de dizer coisa alguma, continuava quieta, tentava olhar em seus olhos, mas ele os fechara.
Ele era especial, era diferente... Agora já tinha de se esforçar para acreditar nisso.
Ele ficou em cima dela durante alguns minutos, sem dizer nada de olhos bem fechados. Depois, levantou pegou suas roupas e foi ao banheiro. Ficou lá por cerca de cinco minutos, já saiu com o dinheiro na mão, deixou-o em cima da cômoda disse tchau e foi embora. Saiu sem dizer mais do que três palavras.
Ela não conseguia acreditar, era a primeira vez que isso lhe acontecera. Estava perplexa.
No começo achava que ele finalmente poderia ser o... Mas depois ele lhe pareceu normal, normal, mas não comum. Talvez fosse apenas diferente e não especial.

Continua...

Pedrinhas miudinhas

Por que tudo comigo tem de ser grande? Porque você é grande e gente grande atrai coisas grandiosas, desde a mais pequenininha percepção sobr...